http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=5398

Por participar da realização de exposições nos últimos meses na Galeria Álvaro Santos (GAAS) em Aracaju, venho através da epístola dividir um pouco da experiência com o caro leitor, assim como eu, interessado no desenvolvimento das artes do Estado e preocupado com a instrumentalização qualificada e necessária das atividades relacionadas ao seguimento.

É preciso estar in loco e ativo, para ver que a GAAS precisa de um gás. Precisa de um gás natural. Deve provir de ‘conceito’ o planejamento de reestruturação do espaço. Algo quase divino, digno da fé que alguns ainda resistentes perseguem no viver artístico sergipano. Um gesto de sensibilidade, uma entrega delicada, quase que um amparo materno. Não reivindico grandes captações financeiras para revitalização de espaços públicos, nem tampouco projetos mirabolantes para encher de pão o ‘pano de roda’ que nosso circo sempre foi, mas um prestar sensível num gesto sincero em prol daquele espaço.

Não basta estar de pé é preciso ser impávido que nem Zé Adilson sergipano – o boxeador Maguila, para não se deixar abater no piso da galeria, um azulejo feio e mal rejuntado. São muitos os golpes baixos. Não há capital disponível para manutenção permanente do espaço. No corner, as paredes tortas por deformação tem algumas infiltrações. Os spots nos proporcionam um lindo efeito ‘jardim’ enquanto basculantes deixam a luz externa invadir sem controle. Os aparelhos de ar condicionado expostos são quase dadaístas não fosse à intenção. Há pouco preparo dos dedicados profissionais públicos que ali cumprem as ‘obrigações do servidor’ (salve o estagiário). A guarda está aberta e o banheiro que fica na entrada da sala de exposição serve de banheiro público aos moradores da Praça Olímpio Campos. E no nocaute as TVs, cumpridoras da pauta ‘jornalística’ de suas agendas culturais, estão autorizadas a ligar refletores de 1000 w durante o vernissage, causando a “cegueira” de quem está ali para ver.

Reivindico a Álvaro Santos impregnada de um novo conceito, sob a luz da contemporaneidade da diversidade artística sergipana, flexível e estimulante ao sugerir o aproveitamento total e criativo de seu espaço físico.

Quando começamos a pensar a exposição coletiva “Anistiados” com obras de Bosco Rolemberg, textos e instalação de colaboradores e com curadoria de Joana Cortes, seguimos procedimentos óbvios de produção. Como exemplo de contraponto o tropeço no primeiro movimento. Solicitamos a planta baixa da galeria e os humildes funcionários, sem direção desde junho deste ano, não sabiam nem a medida do pé direito. Subtraindo analfabetos, anônimos e os que a visitariam aos sábados, a exposição registrou 702 pessoas em seu caderno de visitas. Tenho fé que esse número pode ser maior se nos educarmos a mecanismos eficazes. Futuras exposições, independente do tema ou da forma inovadora com que sejam apresentadas, levarão mais interlocutores ao diálogo com o sonho expresso por seus autores.

DáIôIô – Lambe-sujoxCaboclinhos, está aberta até o final de outubro e reúne 20 suspiros, registros do olhar de Camile Levita, fotógrafa que nesse trabalho documental torna pública a pesquisa que vem sendo feita desde 2007 do imaginário folclórico e do cotidiano sergipano.

Vamos pintar a galeria de marrom? Porque não? É a cor do Cabaú, não é? Claro, assim evidenciaremos os trabalhos numa atmosfera mística e intimista, agregando valor com a intervenção no espaço. Perfeito, concluímos. Triste é ter que fazer só com dinheiro do bolso do expositor. Visitar tantas exposições para entender porque aquele papel Fine Art Velvet (papel utilizado na impressão) composto de fibra de algodão dá outra dimensão ao resultado final do trabalho e ter que tirar só do seu bolso é duro.

Ao final da exposição partilharemos da obrigação de deixar uma dessas impressões para o acervo da galeria. De bom tom, uma obrigação justificável, mas sinceramente não o faria já que o espaço não a comportaria com o cuidado necessário.

Vou com fé. Glórias a iniciativa do poeta da rua, resistente ao ordinário, André Teixeira que sugere em seu blog a indicação de Ilma Fontes para a direção da GAAS e louvores fervorosos ao coletivo no Beco dos Cocos, estimulo a arte fora das galerias.

Frases Perfeitas

Por: Henrique Teles    |    5 de outubro de 2009

NÃO COMA NEVE AMARELA!

Para quem já havia esquecido..

Por: Henrique Teles    |    5 de outubro de 2009

Sugiro uma leitura neste pequeno – e justo – texto do blog ConversaAfiada de Paulo Henrique Amorim: CLIQUE AQUI.

Carlo Santo Amaro

Por: Henrique Teles    |    23 de setembro de 2009

Conheci um artista sergipano que muito me impressionou. Compositor e cantor inédito, mas com uma produção de rara beleza e coerência.
Boa sorte a ele nas escolhas que virão…

Festival ARPUB, cadê as Letras???????????????

Por: Henrique Teles    |    19 de setembro de 2009

 

Né possível né? Categoria Letra e Música e temos que pescar a letra com o ouvido!
Bora valorizar o que se pensa e que se põe no papel, né?!
De toda forma, já tô no bolo e já votei… vamo votar?
http://www.infonet.com.br/cultura/aperipe.asp


Música para todos os gostos.
Senti muita falta de SOTAQUE. Quase todo mundo canta em outra “língua”.

Como a imprensa deveria tratar o assunto

Como a imprensa deveria tratar o assunto

Novo vídeo da Maria no Youtube

Por: Henrique Teles    |    12 de setembro de 2009

É, enfim, bora mostrar umas coisas, né…

This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.

Entrevista Maria Scombona

Por: Henrique Teles    |    12 de setembro de 2009

Rian nos chamou, e quis saber do terceiro. Tá lá no Jornal O Dia e no blog do fidapé – Spleen e charutos. Falamos tanto, que tem horas que dá uma doidiça pra o cara anotar no caderninho.

COZINHANDO A INFORMAÇÃO

Por: Henrique Teles    |    12 de setembro de 2009

O QUE SE PODE SER SERVIDO CRU, AO CONTRÁRIO, É COZINHADO E TEMPERADO AO GOSTO DE QUEM POUCO FEZ POR NÓS ENQUANTO ERA PODER.
O LEMA DA MÍDIA: A NOTÍCIA É BOA PARA O BRASIL? NÃO DÁ PARA ESCONDER?! ENTÃO VAMOS DÁ-LA DA PIOR MANEIRA POSSÍVEL; A NOTÍCIA É RUIM? COLA EM LULA.