Arquivo de abril, 2008

“Arthur Maia”

Por: Robson Souza    |    25 de abril de 2008

Venho aqui escrever sobre um músico que para mim é um dos grandes ícones do contra-baixo elétrico no Brasil e no mundo. Digo isso porque a sua musicalidade é algo invejável e admirável. Estou falando do grande Arthur Maia.

 

Natural do Rio de Janeiro, nasceu no dia 09 de abril de 1962. Iniciou sua carreira tocando bateria, até ganhar um baixo elétrico aos 15 anos. Sobrinho do grande baixista Luizão Maia (que acompanhou Elis Regina durante muito tempo), Arthur aprendeu as primeiras técnicas do instrumento com ele e ganhou o seu primeiro baixo fretless (sem trastes) do tio, de quem herdou a peculiar sensibilidade que desenvolveu neste instrumento, antes conhecido por sua limitação, mas que teve a partir de Arthur uma nova releitura, passando a ser usado por ele como instrumento não apenas de acompanhamento, mas também de belíssimos solos. Arthur Maia iniciou também uma nova aplicação do baixo fretless, o que o torna freqüentemente solicitado por artistas brasileiros e estrangeiros.

 

Acompanhou artistas como Ivan Lins, Márcio Montarroyos, Jorge Ben Jor, Gilberto Gil, Djavan, entre outros… Participou de diversas bandas, como Pulsar, Banda Black Rio, Egotrip e os grupos instrumentais Cama de Gato e Comboio.


Em 1990 gravou seu primeiro disco solo, que ganhou o “Prêmio Sharp”. Participou dos principais festivais internacionais tais como o “New York Jazz Festival”, o “Festival de Jazz de Paris”, o “Montreux Jazz Festival”, o “Lugano Jazz”, o “Free Jazz Festival” e o “Heineken Concerts”, entre vários outros.

Seu trabalho mescla influências do jazz, funk, swing e reggae. Quem ainda não conhece o excelente trabalho desse baixista, estou postando a sua discografia:


.Maia(1990)
.Sonora(1996)
.Live with Hiram Bullock(1999)
.Planeta Música(2002)

Curtam essa viagem sonora que esse grande baixista nos proporciona e que nos orgulha a cada CD lançado.
Valeu Mestre!

 

Carta do Leitor Cinform:
Entre os rios da injúria e do escárnio, que não sei por quais cargas d’águas resolveram transbordar justo no Caderno de Cultura do Cinform, ilhado por alguns instantes permaneceu o amigo Nino Karva. Não, não foi a sua obra fonográfica o alvo da enxurrada de desdizeres – respeitaria, se fosse! – foi a pessoa de Nino. Os rios subiram, mas a tempestade tinha mais trovão que água, felizmente. O artista tem ciência da sua história e bem sabe das esquinas por onde passou. E só ele sabe.
Escrevo essa carta porque decerto me preocupa o embassamento que esses esporros acadêmico-juvenis de cunho pessoal podem trazer para a credibilidade de um jornal, que na área cultural tem um papel de grande ressonância e contribuição para a comunidade.
O rapaz escreve bem – até funde a ferro e fogo mangaba com giló – mas ainda falta substância para chegar na boa alquimia. Não é assim na marra que se junta Chiclete com Banana. Observe Jackson do Pandeiro e Almira Castilho.
A cultura de polemizar, para alguns, nem que seja no vazio, vale pelo ibope. Mas o que mede mesmo o ibope?
Não obstante o anacronismo de se avaliar com nota uma obra artística, Igor teve a triste idéia de escolher um disco – ou terá sido o artista? – lançado a vários anos. Certamente o moleque ainda era menino àquela época, nos induzindo a desconfiar de uma certa falta de noção a respeito do contexto da produção fonográfica no estado quando da gravação do referido álbum e nos dias atuais. É bom que se diga que existem discos mais recentes à disposição.
Acho que vale as perguntas: a gente precisa disso? Precisamos fazer dessa forma? Em que isso contribui para produzimos melhor?
Como parceiro do Cinform em vários projetos, tenho certeza que aquele espaço de meia-página pode fazer muito mais; pode ter muito mais significado para nossa cultura que a injúria e o escárnio contidos na crítica de Igor.
Não estou, entretanto, pedindo a cabeça do rapaz. Espero em breve – quiçá – uma fundamentada e contributiva crítica aos álbuns da Maria Scombona. Ainda que na crítica haja crítica.
“Talvez por ignorância ou maldade das pior” ele não tenha se saído tão bem nessa.