COVERAMA
- É quando alguém nos chama de incapaz e a gente assina embaixo
- É quando o estado de atrofiamento da auto-estima beira a depressão
- Um super-divertido fazer-de-conta que nós fazemos de conta que sabemos que não somos um zero à esquerda
… aceito contribuições sinceras.
Em tempo, este é um movimento de neurônios em busca de um pouco mais de expressão própria do meu povo.
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4 de julho de 2008 às 12:03 pm
- É um atestado do desinteresse de uma fatia específica do público local, em geral composta por pessoas na casa dos 20 ávidas por diversão desinteressada e algum torpor, em produzir e/ou presenciar produções com sangue, alma e viço;
- É o espaço onde ressoa alegremente a ‘adolescência mental sergipana’, nas palavras de Mário Jorge;
- É a ilha da fantasia musical para os pobres que vivem fora do eixo sudeste-sul, tão carentes dos ‘grandes shows’ que só chegam por aquelas bandas, tadinhos.
Uma tristeza isso tudo, eu acho.
4 de julho de 2008 às 8:43 pm
Eitcha!
5 de julho de 2008 às 1:23 pm
Falou tudo mesmo… a prova foi o fracasso da versão com bandas de conteúdo “original”.
Acho o coverama é um reflexo de como o público vê a cena local, ou melhor, não vê…
9 de agosto de 2008 às 3:21 pm
http://www.infonet.com.br/cultura/ler.asp?id=76491&titulo=especial
11 de agosto de 2008 às 4:45 pm
Gostar de Alexandre como amigo é bem diferente de reconhecer que um festival de banda cover ajuda à cena e à produção autoral.
Acho até melhor escrever um tópico mais claro sobre o assunto.
5 de abril de 2009 às 5:10 pm
Um dia agente cansa de tentar abrir os olhos das pessoas, e simplesmente jogamos tudo para o ar e nos “juntamos” a esse inconsciente coletivo de falta de desejo por uma cultura própria e digna. Não por falta de interesse meu, como sabem, mas por falta de reconhecimento. O coverama é um evento que em vários níveis e com um pouco de boa vontade, podemos perceber que colabora sim para o resgate da suposta “cena”. Negar isso é um erro. Mas paralelo a isso, devem ser construídos os “pilares culturais”. Infelizmente, como disse no início, um dia agente cansa, como eu cansei. no final de tudo, me rendi a apelo corporativo baseado na lei da orferta e da demanda. Espero deixar algum legado das minhas tentativas fracassadas ou incompreendidas de fortalecimento desse movimento que tanto gostamos.