Ninguém consegue?!

Por: Henrique Teles    |    1 de julho de 2008

Incrível! Ninguém consegue ser direto com o intangível I’M e dizer que os seus comentários são, em regra, in – não out – in felizes e in eficazes. Ou seja, debocham de maneira covarde e não ajudam a resolver os problemas que seus amontoados de prolixidade tentam apontar na produção fonográfica do estado.

Se por um lado uns tentam descer o pau de qualquer jeito no lombo do rapaz, “dando discurso” aos mandantes e seus lambe-chãos, outros buscam ser comedidos e amorosos, tentando espetar a carapaça do rapaz com palito de dentes. Esperava da amiga Amorosa mais precisão e menos poesia na sua resposta. Ela não precisava se defender que não copia Elba, e sim perguntar se o “gato” conhece sua história.

Deixo aqui uma sugestão para I’M: pague uma dívida informativa para com os seus leitores. Informe-nos, além do ano da produção da bolacha, o orçamento, quem patrocinou, a gravadora, quem produziu, quem arranjou, e se possível alguns dados técnicos do equipamento utilizado. Entender a falta de recursos que muitos artistas enfrentaram, uma verdadeira saga cristiana, nesse deserto de referências que sempre foi nosso estado, seria mais interessante que reutilizar-se do açoite e da zombaria.

Sugiro procurar antecipadamente os artistas, cujos álbuns serão dissecados – como se faz em cadáveres - e obter informações básicas, nos fazendo entender melhor o porquê das críticas feitas. Assim, contextualizando sua fala, I’M, você realmente poderá se tornar um cidadão com grande contribuição ao amadurecimento da nossa produção fonográfica - reconheço seu talento.

Em tempo: é melhor procurar antes o artista e trocar uma idéia do que posar de papagaio de pirata para foto em coluna social, como fez sorrateiramente com Nanah, da Lapada, no Rock Sertão.

Olho de lince ou de abutre? Prefiro o primeiro, que procura coisas vivas. Venha pra o nosso lado. Estamos à disposição.

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