Arquivo de agosto, 2008

Aí eu fico puto!

Por: Henrique Teles    |    27 de agosto de 2008

Já pedi uma vez, peço a segunda. Se alguém deseja utilizar (inclusive publicar) qualquer texto contido aqui no nosso blog, deve: Solicitar a cópia; dar os créditos aos autores; informar de onde foi extraído o texto. Além de ser justo, ajuda a divulgar nosso cantinho de idéias, lorotas e bendizeres. Perdôo eventuais deslizes, desde que não se repitam inexplicavelmente.

Incrível nunca vi uma sequência tão hilária de maluquices. kkkkkk… conto tudo!

1 – TUDO COMEÇA: Saímos de Aracaju de manhã cedo cansadaços do dia anterior (trabalho + ensaio até meia noite). VALEU, VALEU, VALEU!!!!!! Toda a moçada que foi lá pra se despedir da Maria no nosso ensaio… putsss… Kelzona, Débora, Carolzinha, Rafael Oliva, Crivo, Binho, Tony… uma galera… muitas fotos que postaremos, né Kel?!
2 – O QUE ANTECEDEU: Bem, eu dormi 3 horas nessa noite q antecedeu a viagem. Tinha que socar roupas e equipamentos no mínimo possível de bolsas… chegamos ao aeroporto morrendo de sono.
3 – ALTO-FALANTE: Embarque normal. Vôo: tudo normal, mas o trecho é curto e somente Robson conseguiu fechar os olhos (por poucos minutos)… kkkkkk… presenciamos todos a estréia do festival de baboseiras amplificadas: alguém aumentou por completo o volume do microfone do comandante e nosso baixista foi acordado com um sonorííísimo “BOM DIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAA!”, que lhe fez dar um salto, sem ar e com os olhos esbugalhados… kkkkkk… fizemos barulho. Rimos muito… foi assunto até o desmbarque em Salvador, onde fizemos a conexão digna do guiness (chegamos às 7 da manhã, saímos para fortaleza às 13:30)… mas isso nos deu tempo para tomar um cafezinho de 12 real, trocar idéias sobre o repertório do show,  ver uns discos e dvds nas lojas e presenciar mais baboseira pelos alto-falantes…
4 - NA SUPER-CONEXÃO: o locutor do aeroporto INTERNACIONAL de Salvador deve falar muitas línguas, mas não aprendeu a falar português ainda. É assim, algo do tipo: SENHORES PASS¨*%¨*()%…aBRASÍLIA..ni0aernandut98ynbdPORTÃO a8ndbbBARQUE NÚadnayebns&$%& QUATRO… um terror pra entender o que o cara fala… que é aquilo? Não tinha como ficar sério. Num aeroporto internacional.
E vcs pensam que ficou nisso? Minutos depois o cara começa a falar e… PRA… CRA…TSSS…TRUNC… POW!!! … (algo aconteceu!) (o microfone caiu? o cabo quebrou? o locutor gozou? recebeu uma bolsada da esposa ciumenta?) ninguém sabe. Ele simplemente interrompeu um comunicado aos passageiros, voltando com a cara lisa depois de tempos, como se nada tivesse acontecido… diversão garantida para o tempo passar rapidamente.
5 – FELIZ ENCONTRO: eis que no meio dessa espera passa Ariano Suassuna, dando uma caminhada pelo salão de espera. Corre! pega! segura o homi! Fãs, fotos, amabilidades, até que lhe chamei de pop star (kkkkkkkk… logo quem?!) “êpa!”… ops… desculpe… estrela! “também não – sentido dúbio. Astro!” kkkkkkk… vitalidade exemplar! Os olhos do véio sorriem! Levou um disco da Maria… será que o Mais de Um Nós vai domar o touro, ficando mais de 9 segundos no lombo do cd player (ops! do toca disco-compacto) do homi?
6 – SALVADOR-FORTALEZA: Ufa! Uma hora e meia de vôo que dá pra tirar aquele cochilinho. Mas vcs acham q acabaram as trapalhadas pelas bocas de som? Não. Mal levantou vôo e estabilizou-se a uma altura confortável, a comissária abre comunicação conosco, às 13:30 h: “BOA NOITE, senhores passageiros!” Precisa comentar? Algo estranho pelos alto-falantes! Mau presságio?!
Cochilamos, dormimos, roncamos, babamos o que tinhamos direito (Marcelinho, se vc divulgar essas fotos, será banido das nossas vidas para todo o sempre!). Chegamos a Fortaleza. Tempo estiado, vento, vento e mais vento – pra variar – e um caminho morgado até o hotelzinho simples, suficiente para nosso padrão.
Quarto 1 – Saulo, Robson, Rafael
Quarto 2 – Elma
Quarto 3 – Henrique, Marcelinho, Edu
7 – DISCUSSÃO NO QUARTO 1: Qual o formato do workshop que começa no sábado? Várias horas à noite a banda discute um novo formato para melhorar ainda mais os workshop do projeto das escolas. Decidimos por desconstruir uma música a cada etapa.
8 – DISCUSSÃO NO QUARTO 2: Ou seria ronco?
9 – DISCUSSÃO NO QUARTO 3: Quem seria o pai daquela ”criança” que insistia em desobedecer o comando da descarga sanitária? Os três ocupantes negavam de pé-junto a paternidade. Principal suspeito? O primeiro a sentar no vaso.`
Àquela altura a privada já estava irremediavelmente engasgada. Apesar de ser negada a paternidade, a “criança” tinha a cara do pai – aquele que inaugurou a maternidade – mas,  foi proposto exame de DNA para comprovação, batismo, certidão de nascimento e pensão alimentícia.
10 – NO HOTEL NÃO TINHA SERVIÇO DE SOM (nos livramos de nonsenses)
11 – DIA SEGUINTE, PRAIA: corremos na areia, eu corri da água; Rafael (o cara que caminha torto) não resistiu.
12 – A DIÁSPORA: Saiu todo mundo. Eu fiquei descansando pra estar bem para o show. Quem foi lá, gostou – e deve fazer algum comentário no post.
13 – NA CAMA: dormi, dormi, dormi, dormi… e ainda acordei com sono.
14 – PASSAGEM DE SOM: Show encravado na comunidade do Poço da Draga. Moradores participando ativamente da produção do evento. Marcelinho fotografando tudo. Som perfeito. Já fiquei meiota pra de noite.
15 – SACAR MÚSICA DO REPERTÓRIO: Qual? Contemplário 79. Fui minoria – inconformada. Democracia é foda. Tiramos duas músicas que eu queria muito – O samba já tinha sambado antes. Grrrrrrrr….
16 – JANTAR NO “PELICANO”: putsss… comemos um peixe muito páia, com gosto de terra. Acho que aquilo era caboge. Robson pediu da forma mais humilde mais um copinho de suquinho de goiabinha e ouviu um sonoro: “OUTRO?! É, EU VOU DAR!” ô véia de má vontade da pexte!
17 – O SHOW!: madeira! Som bom, público a fim e afim, tudo 1000. Várias pessoas nos procuraram. Vários discos vendidos. Muitos aplausos. Muitas caras sorridentes com a “filha da vizinha da rapariga do cabo de Capela”.
18 – CADÊ ESSE POVO? Os desesperados por sushi estavam vasculhando o bairro atrás da comida oriental. Não acreditei. Até hoje me pergunto o que foi aquilo. Será que tem uma comunidade japonesa no Ceará. Imigração da emigração? Oxi! Enquanto isso um show maravilhoso de uma cantora do RN – Valéria Oliveira (http://www.myspace.com/valeriaoliveira), parceira de Khristal (http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=310907601). Bons nomes femininos na música do RN. Se liguem!
19 – CAMA E MORGAÇÃO: fui pra casa. Nada de badalação. Nada de nada. Quero cama. Pra dormir. Mas antes fui ao vaso. Lá estava ainda a “criança”. Meu Deus! Quem é o pai desse “menino”, hein?
20 – A VOLTA: sem Rafael e Edu, que voltaram mais tarde, encaramos um motorista aloprado até o aeroporto. O rapaz achava normal a polícia do Ceará andar de HILUX SW4 como viatura de rua (o carro é horrivelmente caro).
21 – NO AVIÃO: eheheheh… e no alto falante… mais uma… “Senhores passageiros dentro de instantes aterrisaremos na cidade de Recife, no aeroporto…” silêncio…. mais silêncio… o microfone é desligado…. ajuda dos universitários: “guararapes!” (alguém sussurrou bem alto para a comissária ouvir)… aí a sujeita liga de novo o microfone e fala o que todo o avião já tinha ouvido: “guararapes”… kkkkkkkkkk fecharam com chave de ouro.
22 – BALINHA NA ENTRADA: esqueci de comentar esse detalhe da TAM. Agora os caras empurram umas balinhas pra ajudar a esconder a nossa fome.
23 – XAROPE EM SALVADOR: de novo! Uma conexão bastante demorada. Deu pra conhecer mais uma cantora do RN -  Roberta Sá (http://www.myspace.com/robertasaoficial).
24 – SAIDEIRA DO DOIDINHO DO ALTO-FALANTE: olhe o cara lá de novo, de quebra! Advinhem! SENHORES PASS¨*%¨*()%…aBRASÍLIA..ni0aernandut98ynbdPORTÃO a8ndbbBARQUE NÚadnayebns&$%& QUATRO…
25 – ENFIM MINHA TERRINHA, MINHA CASA, MEU TRABALHO, MEU POVO, CIRCUITO ESCOLAR MARIA SCOMBONA E O ESCAMBAU! E ESSE SURF, BETO COCO?!

* eventuais erros ou omissões, vou consertando.

Lições

Por: Henrique Teles    |    23 de agosto de 2008

Lições que a vida tenta mostrar a quem se arma para destruir: um tiro de AK-47 no próprio pé.
Lições que valem pra qualquer um de nós.

Oportunidade para reflexão… todo mundo quer é ser feliz, construir e compartilhar coisas boas.

E vamos falar de coisas bacanas, então… vou postar sobre nossa viagem…

NÃO LEIAM! O TEXTO É SÓ PARA IGOR MATHEUS.

Por: Henrique Teles    |    18 de agosto de 2008

Alisar, nada; deixo isto para minha madrinha Amorosa. Eu vou é xingar! : (
Fiducabrunco, fidabixiga-lixa, fiducanço mariano, fidafebidorrato. Xingo e xingo mesmo!*
Por que você demorou tanto para fazer a resenha sobre um disco da Maria, hein Matheus? Já sei… espertinho! Você queria deixar o país em absoluto suspense, não era?! Maria Scombona… no auge da fama… disco vendendo aos milhares… a possibilidade de alguns parágrafos de autoproclamada “maledicência” e … faltará oxigênio nos pulmões de uma nação inteira. Artimanha. Cultura Global? “Quem matou Odete Roitiman?!?!?”… hmmmmm… : o
Confesso: estive sem dormir por várias noites, mas não foi por sua causa, absolutamente, não. : s
Apesar das indelicadezas cometidas com meus pares artistas, eu tinha certeza que você tem um carinho terno – e especialmente respeito – pela Maria Scombona. E está lá na página 2 do caderno de cultura. Não é na página 1, nem na página 3. Se ligue! É na página 2 mesmo. Confesse você agora, vá! Existe, sim, uma quedinha por nós, não é? (confesse. Não conto pra ninguém). ; )
O engraçado, Igor, é que você deixou escorrer esse sentimento lilás em meio àqueles pejorativos e já cansados adjetivos semanais. Mas sossegue. O que fica pra mim é esse sentimento fraterno de respeito e carinho pelo time mais feio da música sergipana. : )
Não vou comentar pontualmente suas apreciações. Seria um ato de crueldade. Acredito num segundo momento seu, quando definitivamente você poderá dar alguma contribuição à nossa produção fonográfica. Volto a lhe alertar que suas contradições têm muito a ver com a pressa em ter um assento de alto espaldar. Domine seu motor e você verá quanta coisa bacana pode sair daí dessa cachola. : D
Em essência, aceito suas críticas estéticas. Vou refletir sobre o que li, mas não prometo nada. Nesse assunto sou meio irracional. : s
Mais uma vez, obrigado. Muito grato estou, por você me permitir viajar para o nosso show em Fortaleza mais otimista com o nosso futuro. Acredito em você. O tempo dirá se tenho ou não razão quando digo que você tem muito talento. Sou amável também. # )
Mas não vou fechar meu texto alisando não, viu! : /
Feio, muito feio – mais uma vez – o que foi dito sobre uma certa banda de “um certo vocalista”: a Naurêa.
Você sabia que já tivemos momentos de extrema intolerância entre a Maria Scombona e a Naurêa? Tivemos, mas fomos sensatos e buscamos nos relacionar com respeito. E olhe que a Maria Scombona não precisa da Naurêa para existir, nem vice-versa. Já o crítico… ah, o crítico! O Crítico não existe sem o artista. (Você sabe, né?). Se a gente afundar, você vai junto, nenen! : P

PS: Tive uma idéia: bora marcar um bate-papo com os artistas, Igor?! Ou com nós da Maria. Bora descobrir juntos uma melhor forma de aproveitar as duas coisas: nossos talentos artísticos e a meia-página de espaço que você tem no jornal.

* os xingamentos acima são apenas simbólicos, sem qualquer valor afetivo ou moral.

o poema, a poesia, a flor e o perfume (1)

Por: Henrique Teles    |    13 de agosto de 2008
Meu Cenário (Petrúcio Amorim)

Nos braços de uma morena
Quase morro um belo dia
Ainda me lembro do cenário de amor

Um lampião aceso
Um guarda-roupa escancarado
E um vestidinho amassado
Debaixo de um batom

Um copo de cerveja
E uma viola na parede
E uma rede convidando a balançar

No cantinho da cama
Um rádio a meio volume,
Um cheiro de amor
E de perfume pelo ar

Numa esteira,
O meu sapato
Pisando o sapato dela

Em cima da cadeira
Aquela minha bela sela
Ao lado do meu belo alforje
De caçador.

Que tentação!
Minha morena me beijando
Feito abelha

E a lua malandrinha
Pela brechinha da telha
Fotografando o meu cenário
De amor...

Gabriela Lauria e o drible do elástico

Por: Henrique Teles    |    4 de agosto de 2008

Nunca, nunca me esquecerei do drible do elástico tomado por Amaral – líbero do Corinthians – aplicado por Romário, o baixinho – o maior de todos os tempos dentro da grande área. Para completar a míseria, totalmente sem ângulo, o 11 do Mengão fechou o lance com um toque totalmente sem ângulo para o fundo das redes. Pintura! Depois disto, o supracitado e infeliz adversário foi visto por diversas vezes, em inúmeras clínicas ortopédicas, em tratamento de uma lordosifoescoliose adquirida, que jamais foi curada.
Estou assim também. Não física, e sim moralmente, estou entrevado por completo.
- Henrique, queria alguém que viesse dos Estados Unidos pra trazer um discman pra mim!
Eu, serelepe, cheio de prosa, soltei a sugesta: eheheheh… discman?!?!?!? kkkkkk… vc tá ultrapassada! Com 16 anos e já perdeu o bonde?
Neste exato momento – imagine o movimento em câmera lenta – minha cabeça, meu tronco, depois pernas, braços e tudo mais, arremessam-se na mesma direção em que segue a bola grudada no pé do craque e que, nos próximos milésimos de segundos já virá na contramão, inalcançável, acompanhada apenas pelo meu mais amarelo e desconcertado olhar…
A mocinha respondeu:
- Assim… é que eu não gosto de MP3, sabe?! Gosto de ouvir cd, ler o encarte, ver a capa, a arte, quem compôs as músicas, os músicos, quem trabalhou e fez o álbum… Daí eu curto meus cds. Gosto de ter cds. Mp3 é só música…
Dezesseis anos… putsss… já eram mais de nove da noite, já era escuro, já dava para eu estar na cama – podia mesmo ter ido dormir sem esta.
Ainda bem que não. Passei felizmente essa vergonha. Assim como o goleiro Ricardo Pinto, que em 1989, após ter tomado um 5 X 0 na despedida do Galinho, reconheceu: “Sinto-me honrado em ter levado o último gol de Zico.”, assumo: fiquei orgulhoso de ouvir de Gabi Lauria, da forma mais despretensiosa e honesta possível, a confissão de ser “antiquada” e querer o velho diskman, para extrapolar os tradicionais holofotes apontados para os músicos (especialmente os vocalistas) e descobrir que mais gente ajuda a fazer um álbum.
Parabens, garota. Agradeço no melhor estilo fair play, esse vexame que passei.
Agradeço, especialmente, em nome dos compositores. Esses anônimos criadores de grandes lanças, que cutucam nossos corações com belas palavras e melodias, e que são tão pouco citados na execução de suas músicas por todos os lugares.
Obrigado Lauria; viva a criação!

PS: Depois da cobra morta…

Gol de Romário: http://br.youtube.com/watch?v=ek2cZ1fa6io&feature=related

Gol de Zico: http://br.youtube.com/watch?v=cAvc5OUSTs4