NÃO LEIAM! O TEXTO É SÓ PARA IGOR MATHEUS.

Por: Henrique Teles    |    18 de agosto de 2008

Alisar, nada; deixo isto para minha madrinha Amorosa. Eu vou é xingar! : (
Fiducabrunco, fidabixiga-lixa, fiducanço mariano, fidafebidorrato. Xingo e xingo mesmo!*
Por que você demorou tanto para fazer a resenha sobre um disco da Maria, hein Matheus? Já sei… espertinho! Você queria deixar o país em absoluto suspense, não era?! Maria Scombona… no auge da fama… disco vendendo aos milhares… a possibilidade de alguns parágrafos de autoproclamada “maledicência” e … faltará oxigênio nos pulmões de uma nação inteira. Artimanha. Cultura Global? “Quem matou Odete Roitiman?!?!?”… hmmmmm… : o
Confesso: estive sem dormir por várias noites, mas não foi por sua causa, absolutamente, não. : s
Apesar das indelicadezas cometidas com meus pares artistas, eu tinha certeza que você tem um carinho terno – e especialmente respeito – pela Maria Scombona. E está lá na página 2 do caderno de cultura. Não é na página 1, nem na página 3. Se ligue! É na página 2 mesmo. Confesse você agora, vá! Existe, sim, uma quedinha por nós, não é? (confesse. Não conto pra ninguém). ; )
O engraçado, Igor, é que você deixou escorrer esse sentimento lilás em meio àqueles pejorativos e já cansados adjetivos semanais. Mas sossegue. O que fica pra mim é esse sentimento fraterno de respeito e carinho pelo time mais feio da música sergipana. : )
Não vou comentar pontualmente suas apreciações. Seria um ato de crueldade. Acredito num segundo momento seu, quando definitivamente você poderá dar alguma contribuição à nossa produção fonográfica. Volto a lhe alertar que suas contradições têm muito a ver com a pressa em ter um assento de alto espaldar. Domine seu motor e você verá quanta coisa bacana pode sair daí dessa cachola. : D
Em essência, aceito suas críticas estéticas. Vou refletir sobre o que li, mas não prometo nada. Nesse assunto sou meio irracional. : s
Mais uma vez, obrigado. Muito grato estou, por você me permitir viajar para o nosso show em Fortaleza mais otimista com o nosso futuro. Acredito em você. O tempo dirá se tenho ou não razão quando digo que você tem muito talento. Sou amável também. # )
Mas não vou fechar meu texto alisando não, viu! : /
Feio, muito feio – mais uma vez – o que foi dito sobre uma certa banda de “um certo vocalista”: a Naurêa.
Você sabia que já tivemos momentos de extrema intolerância entre a Maria Scombona e a Naurêa? Tivemos, mas fomos sensatos e buscamos nos relacionar com respeito. E olhe que a Maria Scombona não precisa da Naurêa para existir, nem vice-versa. Já o crítico… ah, o crítico! O Crítico não existe sem o artista. (Você sabe, né?). Se a gente afundar, você vai junto, nenen! : P

PS: Tive uma idéia: bora marcar um bate-papo com os artistas, Igor?! Ou com nós da Maria. Bora descobrir juntos uma melhor forma de aproveitar as duas coisas: nossos talentos artísticos e a meia-página de espaço que você tem no jornal.

* os xingamentos acima são apenas simbólicos, sem qualquer valor afetivo ou moral.


12 Comentarios em “NÃO LEIAM! O TEXTO É SÓ PARA IGOR MATHEUS.”

  1. Débora

    muito bom! principalmente o último parágrafo. a ideia do melhor aproveitamento, sobretudo da 1/2 página é sensacional.

  2. Nino Karva

    Fala, seu Teles!!

    Sem maniqueísmos baratos, definitivamente o cara é do mal. Mas ele não é do mal por estar equivocado com o que escreve e aprecia. Não!! Ele tem o veneno do ódio escorrendo em cada palavra que escreve. Nada se constrói com o ódio e ele já está perdendo o fôlego em suas avaliações de um vocabulário repetitivo. Ele leu Pedro Alexandre Sanches e o seu guru José Ramos Tinhorão e fica agora de bobeira espalhando asneiras pra todo lado. Em “Tropicalismo a decadência bonita do samba”, monografia de conclusão da sua graduação em comunicação, o Sanches diz que o tropicalismo com suas guitarras mataram o samba e que Chico Buarque e Paulinho da viola são a verdadeira linha evolutiva da MPB. Não se espantem se o rapar vier a liderar, como fez Vandré em 68 na Av Paulista, uma marcha contra a guitarra Elétrica em plena Avenida Barão de Maruim. Que ultrapassado! Que démodé!
    É claro que o som que fazemos não tem nada de novo, carregamos o peso de ter que reinventar a música brasileira depois de monstros como os “bossanovistas” e tropicalistas. Mas nem por isso estamos enterrando a MPB, é bem possível que estejamos num hiato criativo, mas dos momentos de crise é que saem as grandes obras. Ao invés do anacrônico discurso acusativo, necessitamos de soma!!
    O mote criativo do tropicalismo é a antropofagia “oswaldiana” que está em alta no mundo todo. Viva as fusões hoje e sempre!! A arte não se limita a barreiras nacionalistas.
    Viva a Maria Scombona e viva a voz rouca de “um certo” cantor da Naurea.
    Abraços!!!!

  3. Henrique Teles

    Como falei a vc por telefone, Nino, acredito que vivemos um bom momento e acredito nessa discussão. Valorizo mais o momento que vivemos do que a pessoa do crítico.
    O Cinform quer a provocação, e isso é bom para a cena musical. A arte da palavra nos empurra a trocar idéias ligeiras, contundentes, num jogo instigante e, havendo algo que se busque, aponta para caminhos que nos tira do marasmo, da inércia. Diga se isto não é muito legal!
    Agora, se o cara tem um puta espaço e não sabe jogar, vai chutar canela, dar pescoção, cabeçada, peixeirada, e até tiro de AK-47 (Poderooooosa!), fazer o que? Só ele acha bonito essa coisa apataquada, coicenta e orelhuda.
    Agora, bora gingar! Vamos na arte! – no fazerfalando/falarfazendo – Vamos para a estrada!
    Nós somos da caravana, Nino Karva! Estamos passando… passando… passando…

  4. Everton Pessan

    Rapaz… Li a matéria… que absurdo!
    O mais incrível é a matéria do seu workshop na página ao lado da esculhambação com fundamentos inventados…

    E o mais engraçado é que esse figura, o tal do Igor, já foi meu colega de classe…

  5. cesar caranguejo

    Rapaz!!
    Tou ao lado da música de boa qualidade. E quando alguém agredi-la dessa forma como faz esse pentelho do jornal Cinform, vai tá pré-destinado ao cinismo daqueles que pensam que sabem algo sobre a música, mas que na verdade, só posam. Por não ter nada de concreto pra mostrar a capacidade de criticá-la.
    Esse cara quando menos esperar, sua empolgação, irá pro bele léu junto com seu currículo fajuto.

    Grande abraço pra galera da Maria Scombona

  6. Vinnas

    Já dizia o poeta: “o jornal que afaga é o mesmo que apedreja”.

  7. fabio snoozer

    Preciso nem ler a tal crítica (não tá no blog eu me recuso a ler o Cinform) pra saber que o Mr. Crítico Musical acabou de dar um tiro no pé, tamanho é o respaldo, respeito e adoração dos fãs, amigos e observadores da trajetória de vocês. Extremamente infeliz essa forçação de barra, bem na semana que o projeto da escola se inicia e um convite a Fortaleza leva o som da Maria novamente pra outros ares. Quem tem bom senso sabe que em tudo na vida existe o peso e a medida das coisas. E o bom crítico necessariamente tem que ter alguma qualidade que perpassa essa noção. Conclusão: sem-noção por sem-noção, eu fico do lado do poeta, dos loucos que se jogam a palavrear sem direção. Esses sim, nadam pra chegar a algum lugar qualquer. O crítico sem noção nada com salva-vidas, lutando pra chegar a lugar algum (ver letra de Nowhere Man, Igor).
    Um abraço do eterno seguidor,
    fabinho

  8. Thais Mansur

    À galera da Banda Maria Scombona

    Sou professora aposentada , já fomos proprietária de lanchonete que sempre apoiou a boa música sergipana e nacional e confesso que estou indignada com a crítica que aquela figura anda escrevendo no Jornal Cinform à respeito da música sergipana.

    Minha família(especificamente um irmão) que não mora em Aracaju adorou o cd de vcs que levei agora em junho para q apreciasse.Ele já conhece o Cataluzes, Reação, Naoreia além de outras pois sempre fazemos intercâmbio do que tem de melhor aqui e as novidades da minha terra natal que é Volta Redonda.Quando levo os cds sempre são elogiados por lá.

    Sinceramente falando tem parágrafos que não entendo nem o que a criatura quer falar .

    O que tenho acompanhado é uma crítica infundada, que nada acrescenta ao público a fazer uma avaliação mais criteriosa das bandas e muitas vezes arrogante e indelicada.

    Me sinto muito à vontade para fazer esta avaliação pois não tenho ligação com nenhuma banda específica ou nenhum vínculo corporativo .

    Na verdade o meu maior interesse é parabeniozar vcs , desejar que este projeto que estão levando para as escolas seja acolhido pela galera jovem e que não desistam da batalha.

    Parabens! E toquem em frente sem se preocuparem com este tipo de crítica que infelizmente tem ganhado espaço em jornais aqui.

    Grande abraço e SUCESSO PARA VCS

    Thais Mansur

  9. Rafael Jr

    Engraçado é que essa estória de “peteleco, seguido de afago de mãe e finalmente de tiro AK-47″ virou uma piada interna, porque o cara não incomodou ninguém da banda e pra gente a resenha dele passou batida (só gerou risadas), tá mais pra traque de massa (traque de bebé, vá lá).
    Se meu filho de 5 anos solta a tal bombinha na mão e estoura o de massa na própria testa, porque iríamos nos incomodar?
    Eu esperava mais, sinceramente. Mas ele terá a oportunidade, já que temos um disco de 2002 (ele gosta de coisas antigas) e pretendemos fazer muitos discos! Se ele ainda estiver nessa função de “crítico” daqui pra lá… O tempo dirá.
    Rafael Jr, diretamente da Feira da Música do Ceará

  10. Marcelinho Hora

    Atenção! Atenção!
    Se você tem uma banda que está prestes a fazer o lançamento do seu cd, realizar alguma apresentação em outro estado, turnê ou divulgação, prepare-se, você poderá ser a próxima vítima!
    Depois da tentativa confusa e sem vergonha em execrar o ‘Mais de um Nós’ da Maria, agora sobrou para o ‘Imaginário’ da Sibberia. O show em comemoração aos 10 anos da banda foi uma benção para o ‘crítico’…Era tudo que ele queria! Mais uma aula de ‘desconstrução’…

  11. Vinnas

    Gostaria de saber o que esse rapaz ganha com isso, fora desafetos gratuitos.

    $ não é. Se jornalista vive se queixando, quanto mais estagiário.

    “Fama”? Bem, se aqui nem artista fica famoso, quanto mais ex-artista que mudou de lado.

    Engraçado que, enquanto todo jornalista faz questão de abrir um canal para se comunicar com seus leitores, seja por e-mail, blog ou perfil no Orkut, nosso crítico é uma via de mão única. Ele apenas escreve, digo, destrói, semanalmente, pode até estar lendo este blog, mas não se manifesta. Nem sob xingamentos de Tico. Que rapaz estranho, não?

    Aliás, pouco antes de iniciar-se a ‘comqueroupa’ eu o via – sozinho – almoçando aos domingos no Shopping Jardins. Ele me conhece, pois esteve em minha casa (não lembro se na atual ou na casa de minha mãe, em meu tempo de solteiro – mas é irrelevante!) gravando música para inscrever no Sescanção. Fingia que não me conhecia, ou que não me via, enfim, também é irrelevante. Ficaria triste é se meu ex-aluno Joe Satriani não falasse comigo na rua, mas isso é outra história…

    Gostaria também de saber se naquele aperto de mão entre Naná Escalabre e o monofônico estudante de comunicação rolou algo mais do que “Oi!” e “Tchau!”.

  12. Vinnas

    Otimo texto de Paula Dantas (irma de Andre da Sibberia), sobre I.M. – http://tolicessa.blogspot.com/2008/08/quem-igor-matheus.html

Deixe seu comentário