Arquivo de outubro, 2008

UM POLICIAL DANÇANDO NO QUARTEL

Não se trata aqui de um ato de desagravo, mas apenas duas recomendações aos superiores deste rapaz:

1 – Publiquem um elogio à sua (incom)postura. Antes a inocência de uma dança, à atuação em milícias e grupos de extermínio.
2 – Adotem formalmente a arte na corporação. A dança não é crime, faz bem a todos e não precisa ser praticada às escondidas.

Concluo: Feiúra é capturar a imagem e expor as pessoas sem sua autorização, trazendo muitas vezes prejuízos. Neste caso, ao menos num aspecto foi positivo: o vídeo já faz parte da inspiração do meu dia. Para começar a jornada com bom humor, nada melhor.
Abaixo o vídeo republicado no youtube e outros momentos humanos e divertidos de PMs.
Recomendo:
http://br.youtube.com/watch?v=WO5E5cu_xaQ&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=3cFQXUVvzeQ&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=xBTTirgq8cQ&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=2iBRxNz2zgA&feature=related

Rio Sergipe

Por: Henrique Teles    |    12 de outubro de 2008

O Rio Piauí corta Teresina? O Rio Pernambuco corta Recife? O Rio Alagoas corta Maceió? O Rio Acre corta Rio Branco? Heheheheheh… acho que somente nós temos este privilégio de ter a marca registrada do nome do nosso estado batizando um rio que roça nossa calçada desde os primeiros anos de existência da nossa cidade: o Rio Sergipe… Aracaju… casou!
Já desafiei em outros tempos os candidatos a governo estadual e municipal a pular da Ponte do Imperador – com a maré seca! – no último dia do seus mandatos, dando-lhes a chance de, em seus anos de poder, providenciarem a despoluição desse cartão postal que temos, e que só o anestesiante cotidiano nos faz cegar para tanta beleza. (Se fizerem isto hoje, estão fu-di-dos!)
Às vezes faço um bom exercício para reativar meu antídoto contra a insensibilidade. Quando passo ali na Rua da Frente, faço-me a seguinte proposição: faz de conta que estou chegando numa outra cidade qualquer do mundo e dou de cara com uma paisagem destas… a calçada, o rio, a ilha, os coqueiros… puts… é fácil se tocar que a gente se acostuma e fica cego. É tudo muito bonito!
Sobre a minha proposta aos políticos, esqueça. Sou uma formiguinha gritando para o Olimpo. E mesmo que eu fosse ouvido, ouvido-de-mercador é a coisa mais fácil de fazer nesses momentos para quem fica pedindo essas coisas… para que despoluir rio? Para que mudar nome de ponte para Zé Peixe? Para que poupar os bares da Aruana? Para que apresentar uma política clara de turismo e cultura? Para que usar melhor os gastos com grandes shows? Chatice, né? Lá vem o blog da Maria falar desses assuntos…
É, mas queria mesmo é dizer que tenho muita vontade de tomar um banho de rio, pescar siri, sentir cheiro de vida do rio – não de mijo e bosta – quem sabe até ousar atravessar a nado até a barra, ver os golfinhos de volta ao estuário nos entardeceres de maré cheia. Caralho! É sonhar alto demais? hmmm… na minha teimosa inocência – nesse assunto – insisto em querer; desejar da forma mais verdadeira e pura.
Investir no nosso rio é viável em todos os sentidos…
Pensem nisto…
Será um ato de enorme inteligência!

Um livro que cura

Por: Henrique Teles    |    12 de outubro de 2008

Para o pior dos nossos males - o preconceito – esse livro é um bálsamo curativo. Engraçado como não percebemos que os nossos preconceitos, via de regra, são os maiores causadores de sofrimento da nossa própria alma. É só perceber o quanto nos recriminamos, nos negamos, nos cobramos, nos sentimos infelizes, por conta dos mesmos preconceitos que temos com os outros… bem, voltemos ao livro: Preconceito Linguístico – o que é, como se faz. O autor/autoridade chama-se Marcos Bagno.
Ao meu ver, um livro obrigatório para qualquer geração. De alunos do ensino médio e fundamental aos graduandos e, especialmente, aos graduados e pós-graduados, que nos achamos seres superiores intelectualmente e nos damos licença para ridicularizar quem “fala errado”.
O livro nos põe no nosso lugar, pois pouco sabemos da nossa história, da nossa língua, da nossa geografia, das nossas diferenças… às vezes não sabemos porra alguma sobre nada, nos escondendo atrás de um diplomazinho de graduação, que também não quer dizer muita coisa.
Anotem aí: Preconceito Linguístico – o que é, como se faz. O autor/autoridade: Marcos Bagno.
Em tempo, obrigado ao colega Edson Bispo – ex-aluno do cabra – que indicou esta jóia pra mim.
Tô lendo devagarinho pra não acabar logo.