Saudades da maconha…

Por: Henrique Teles    |    2 de abril de 2010

Pelo visto, “A Choque” ontem teve seu acesso de saudade. Fiquei sabendo que se deram ao trabalho de cercar um grupo de ‘maconheiros’ na beira da praia para fazer uma detenção coletiva de surfistas – esperaram até a galera sair do mar óia! Levaram tudo para a delegacia: num sei quantos surfistas, 6 motos (movidas a maconha?) e umas trouxinhas da erva que não dava pra tapar o buraco do dente.
Moçada, vamo mudar, um pouco que seja, esta maluquice! Vocês sabem a história da maconha? Sabem que a bicha era liberada e usada a migué, igual a qualquer outra erva medicinal e para fins industriais? Quem puder, leia a matéria produzida por Denis Russo Burgierman e Alceu Nunes, especialmente no tocante à história da sua criminalização, e verá o quanto se manipula a opinião pública e se constrói conceitos artificialmente.
Ultimamente vinha achando que a ‘inteligência repressora’ estaria funcionando com mais sensatez e o dinheiro público sendo gasto para identificar, catar e desmantelar os distribuidores das drogas que todos sabemos são consumidas em massa e tem um poder de destruição bem maior: cocaína e crack.

‘Maconha é coisa de desocupado’. Hoje, esta frase pra mim tem um sentido maior.

* Aos repressores de plantão, aos inveterados dependentes de holofotes, informo que nunca fui usuário da ‘erva doida’, portanto não tenho a menor condição de recomendá-la para quem quer que seja. Expresso tão-somente minha modesta opinião: há um grande equívoco histórico e a maconha deve ser rediscutida sem preconceitos, moralismo, desinformação e histeria. Qualquer destes atributos inabilitam o cidadão a discutir o assunto.

Frugívoro costumaz, e saudoso de…

Por: Henrique Teles    |    2 de abril de 2010

Cambuí, ingá, cajarana, araçá, dicuri de raposa, cambucá, banana vinagre; frutas que pouco se vê…

Aracaju no Jornal Hoje

Por: Henrique Teles    |    27 de março de 2010

Aquilo não me cheira bem – 52% dos votos para Aracaju – mas é o mesmo mal-cheiro que exalam aquelas imagens dos barquinhos no Rio Sergipe. Putsss… Imagem é tudo, e a propaganda conta muito com imagens. A visão é o principal sentido dos trouxas e é aí que a televisão deita e rola. Os nossos rios urbanos estão seguindo o mesmo caminho dos de outras capitais – como Recife – virando uma valeta, um esgotão.
Eu queria ver aqueles turistas pularem da ponte do imperador!
Amigos, não se aborreçam comigo, mas tenho que ser justo, porque falei a mesmíssima coisa na administração do nada saudoso Gov. João Alves Filho: gostaria que como prova da boa administração das águas da nossa cidade, Deda e Edvaldo dessem um mergulho da Ponte do Imperador – com a maré seca.
Aí sim, eu seria frequentador assíduo daquelas águas e sentiria orguuuuuuuuuuuuuuuuuuulho de ver Aracaju chamando o Brasil para nossos rios e praias. Coitados daqueles golfinhos!
De um atracadouro que na realidade é ponte e uma beira-mar que beira mesmo é o rio, dá até pra achar graça, mas, ao ver um esgoto ser mostrado como cartão-postal para quem gasta seu dinheirinho pra vir nos visitar, por enquanto o que sinto é uma dorzinha desconfortável de quem se põe a vender gato por lebre.
Ainda há tempo de transformar nossa cidade num paraíso de verdade, destino de turistas que procuram lugares, de fato, bem cuidados.

SEMANA NARDONI

Por: Henrique Teles    |    27 de março de 2010

Com todo respeito a tudo que ocorreu, o jornalismo fubeca copiado dos gringos num tem nada a ver com nossa cultura. Ainda bem que muita gente já tá mandando essa mídia de sensacionalismo tomar… seu devido rumo: a fossa.

http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=5398

Por participar da realização de exposições nos últimos meses na Galeria Álvaro Santos (GAAS) em Aracaju, venho através da epístola dividir um pouco da experiência com o caro leitor, assim como eu, interessado no desenvolvimento das artes do Estado e preocupado com a instrumentalização qualificada e necessária das atividades relacionadas ao seguimento.

É preciso estar in loco e ativo, para ver que a GAAS precisa de um gás. Precisa de um gás natural. Deve provir de ‘conceito’ o planejamento de reestruturação do espaço. Algo quase divino, digno da fé que alguns ainda resistentes perseguem no viver artístico sergipano. Um gesto de sensibilidade, uma entrega delicada, quase que um amparo materno. Não reivindico grandes captações financeiras para revitalização de espaços públicos, nem tampouco projetos mirabolantes para encher de pão o ‘pano de roda’ que nosso circo sempre foi, mas um prestar sensível num gesto sincero em prol daquele espaço.

Não basta estar de pé é preciso ser impávido que nem Zé Adilson sergipano – o boxeador Maguila, para não se deixar abater no piso da galeria, um azulejo feio e mal rejuntado. São muitos os golpes baixos. Não há capital disponível para manutenção permanente do espaço. No corner, as paredes tortas por deformação tem algumas infiltrações. Os spots nos proporcionam um lindo efeito ‘jardim’ enquanto basculantes deixam a luz externa invadir sem controle. Os aparelhos de ar condicionado expostos são quase dadaístas não fosse à intenção. Há pouco preparo dos dedicados profissionais públicos que ali cumprem as ‘obrigações do servidor’ (salve o estagiário). A guarda está aberta e o banheiro que fica na entrada da sala de exposição serve de banheiro público aos moradores da Praça Olímpio Campos. E no nocaute as TVs, cumpridoras da pauta ‘jornalística’ de suas agendas culturais, estão autorizadas a ligar refletores de 1000 w durante o vernissage, causando a “cegueira” de quem está ali para ver.

Reivindico a Álvaro Santos impregnada de um novo conceito, sob a luz da contemporaneidade da diversidade artística sergipana, flexível e estimulante ao sugerir o aproveitamento total e criativo de seu espaço físico.

Quando começamos a pensar a exposição coletiva “Anistiados” com obras de Bosco Rolemberg, textos e instalação de colaboradores e com curadoria de Joana Cortes, seguimos procedimentos óbvios de produção. Como exemplo de contraponto o tropeço no primeiro movimento. Solicitamos a planta baixa da galeria e os humildes funcionários, sem direção desde junho deste ano, não sabiam nem a medida do pé direito. Subtraindo analfabetos, anônimos e os que a visitariam aos sábados, a exposição registrou 702 pessoas em seu caderno de visitas. Tenho fé que esse número pode ser maior se nos educarmos a mecanismos eficazes. Futuras exposições, independente do tema ou da forma inovadora com que sejam apresentadas, levarão mais interlocutores ao diálogo com o sonho expresso por seus autores.

DáIôIô – Lambe-sujoxCaboclinhos, está aberta até o final de outubro e reúne 20 suspiros, registros do olhar de Camile Levita, fotógrafa que nesse trabalho documental torna pública a pesquisa que vem sendo feita desde 2007 do imaginário folclórico e do cotidiano sergipano.

Vamos pintar a galeria de marrom? Porque não? É a cor do Cabaú, não é? Claro, assim evidenciaremos os trabalhos numa atmosfera mística e intimista, agregando valor com a intervenção no espaço. Perfeito, concluímos. Triste é ter que fazer só com dinheiro do bolso do expositor. Visitar tantas exposições para entender porque aquele papel Fine Art Velvet (papel utilizado na impressão) composto de fibra de algodão dá outra dimensão ao resultado final do trabalho e ter que tirar só do seu bolso é duro.

Ao final da exposição partilharemos da obrigação de deixar uma dessas impressões para o acervo da galeria. De bom tom, uma obrigação justificável, mas sinceramente não o faria já que o espaço não a comportaria com o cuidado necessário.

Vou com fé. Glórias a iniciativa do poeta da rua, resistente ao ordinário, André Teixeira que sugere em seu blog a indicação de Ilma Fontes para a direção da GAAS e louvores fervorosos ao coletivo no Beco dos Cocos, estimulo a arte fora das galerias.

Frases Perfeitas

Por: Henrique Teles    |    5 de outubro de 2009

NÃO COMA NEVE AMARELA!

Para quem já havia esquecido..

Por: Henrique Teles    |    5 de outubro de 2009

Sugiro uma leitura neste pequeno – e justo – texto do blog ConversaAfiada de Paulo Henrique Amorim: CLIQUE AQUI.

Carlos Santo Amaro

Por: Henrique Teles    |    23 de setembro de 2009

Conheci um artista sergipano que muito me impressionou. Compositor e cantor inédito, mas com uma produção de rara beleza e coerência.
Boa sorte a ele nas escolhas que virão…

Festival ARPUB, cadê as Letras???????????????

Por: Henrique Teles    |    19 de setembro de 2009

 

Né possível né? Categoria Letra e Música e temos que pescar a letra com o ouvido!
Bora valorizar o que se pensa e que se põe no papel, né?!
De toda forma, já tô no bolo e já votei… vamo votar?
http://www.infonet.com.br/cultura/aperipe.asp


Música para todos os gostos.
Senti muita falta de SOTAQUE. Quase todo mundo canta em outra “língua”.