Festa deliciosa. Quem veio diz.
Passar beirando aquelas redes
Quantas vezes!
Nada fiz
Pensar no que é esse absurdo
E apenas procurar as bóias
E apenas “ir mais pra lá”
Nunca rasguei uma rede de pescador
Nunca me agarrei no tapa com ninguém por conta disto
Nunca liguei pra Messias Carvalho
Nunca denunciei
Nem reclamei nesse blog
Nunca fiz nada
Nunca houvera morrido ninguém!
…
Ah, aquele amigo promotor vai passar de kite e ver
Ou algum repórter sem outra matéria pra fazer
Vai resolver falar
E aí os dias passam
Volto lá e pego minhas ondas
Reencontro as redes e remo ao largo
E aí os dias passam
Até que um dia
Aquilo que sempre esteve ali
Que nunca mentiu, nem se escondeu
Matou mais um Boto, cumpriu sua missão…
Eu não…
Nem outros tantos de nós…
Toleramos, logo perdemos.
Blog da Petrobrás que está incomodando
Grande mídia = engenhos
Informação parcial = Grilhão
Exposição pública = Tronco e açoite
Sites com conteúdos que contradizem a grande mídia = Quilombos
Fuga em massa!
Sou de uma geração-emoção que, tal qual os fumantes vitimados pela arapuca da propaganda, descobriu-se(?) presa, só que às transmissões esportivas da tv. Não sei o que é pior… o cigarro pelo menos tem sequelas mais visíveis. Sabe-se lá os danos a “tico-e-teco” de assistir semanalmente sessenta e poucas voltas, em média, de vinte e poucos carros abarrotados de logomarcas e símbolos do que é ser bem sucedido na vida, sob a pregação deslumbrada do papa da narração. Sabe-se lá…
Bem, mas falo de dentro da arapuca. Narro o prazer e a dor do passarinho que descobriu que além da comida e da água disponíveis no caco, tem também uns palitinhos paralelos e tão juntinhos, que permitem umas poucas firulas apenas.
Agora é tarde para a ignorância. Já me dei conta, e o alpiste e a água já não têm o mesmo sabor. O que me resta? Cantar, dizendo o que é de mim…
Mas todo passarinho também faz seu cocozinho, e o meu é me fazer de entendido de Formula 1 e futebol, e dar opinião na opinião dos opinadores. Fórmula 1 ou Jogo de seleção, falo de dois seres especiais: Galvão e PC.
O segundo é um histérico torcedor que verbaliza sua ansiedade criticando apenas o time para o qual torce. Do primeiro, nem preciso dizer nada. Basta buscar no youtube as palavras “hey Galvão”, que vocês verão que não estou sozinho.
Já pensou os dois trabalhando juntos? …kkkkkkk…. Não sobraria espaço nem para as vinhetas. Seria uma briga de foice num quarto escuro. Mas pelo menos eu poderia assistir minhas partidinhas em paz, em outro canal.
Com que fim tudo vira uma espécie de seriado, novela ou qualquer coisa assim?
Agora está sendo a queda do vôo da Air France, mas já foram tantas outras coisas, que nem preciso citar, né?!
Nós corremos para qualquer fonte de informação – tv, principalmente – para saber o último capítulo como foi… A realidade vira novela… Com qual fim?! O que se quer quando a realidade parece ficção, e vice-versa?
Não é que a ficção por seu lado também é permeada com referências a fatos reais e já não se sabe o que é novela, o que é realidade?
Confesso que não sou noveleiro e tenho extrema dificuldade para entender qual a finalidade dessa confusão, mas uma coisa é fato: se assim continuar, acabarão as brigas entre maridos e esposas, pois novela e telejornal serão uma coisa só… capítulos, capítulos, capítulos… creio.
Puta que pariu!!! – Preciso moderar meu vocabulário.
Voltando ao assunto: puta que pariu! Não tem como não dividir com vocês a minha indignação e, ao mesmo tempo, meu jeito de ver as coisas.
Moro no Loteamento Aruana (o antigo). Adivinhem vocês, sabendo que aqui é o lugar esquecido pelo poder público. Políticos, ah, políticos… a Aruana é um lugar estigmatizado como morada de ricos e/ou gente sem juízo – só pode – onde se encontram facilmente belos fósseis de asfalto, que aqui pavimentava ruas há cerca de 25 anos atrás. Pois adivinhem o que se faz por aqui entre uma falta de energia e outra, uma pane telefônica e outra! Digo?!
Matar muriçocas.
Eu sei, eu sei, não é exclusividade nossa. É um exótico hobby aracajuano criar esses bichinhos, desde quando a bebezinha ainda se chamava Santo Antônio do Aracaju. É moda há muito tempo, que chega com as chuvas de São José – seria ele o padroeiro dos doadores de sangue?!
Mas, não, amigos visitantes. Aqui na Aruana é diferente. Nós temos lagoas, brejos, poças, valas, piscinas abandonadas, verdadeiros latifúndios onde se cria essa especimezinha que toca aquele violino desafinado aos nossos ouvidos noite após noite. E aqui são bem criadas, facilmente confundidas com um pássaro preto por qualquer desavisado.
Vocês já pararam para analisar a cena? Olhem friamente e vejam como é bizarro uma pessoa se estapeando raivosamente, às vezes à base de xingamentos. Ao que bastava um leve tapinha para desmanchar a magricela, descemos uma verdadeira mãozada, não percebendo que, na maioria das vezes o alvo escapa ligeiro, e nós mesmos é que apanhamos. Acho que a raiva não é da muriçoca. É, talvez, ou certamente, de quem toma conta do nosso dinheiro e vive negociando as próximas eleições em vez dar um show de adminstração apenas, resolvendo problemas básicos de saneamento. O tapa seria pra eles.
Mas vamos lá, esta história nunca terá fim. Nem muriçocas, nem políticos oportunistas; ambos são de temporada mesmo, tendo as primeiras a grande vantagem de não ter sobrenome e de resolvermos nossas questões no braço.
Na falta de solução, deixo aqui em primeira mão a letra de uma música que a Maria Scombona já toca nos ensaios e que certamente estará no nosso próximo álbum.
RITO SUMÁRIO
(Henrique Teles)
Estação de auto-flagelação
Estapear-se, olhar pras as mãos
Resignar-se se ainda não há sangue
Estação de mortificação
Soturno ritual noturno diário
Rito sumário
Praguejamento, maldição
Rogativas aos céus
Sentenças de baixo-calão
E ainda
Auto-flagelação
Agressão
Sangue nas mãos
Filhos investem sobre pais
Irmãos sobre irmãos
Apocalipse de São João?
Não
Muriçocas
Não quero!
Piscina, quando tenho Mar
Chuveiro, quando tenho um toró
Kibon, se tem Picuí
:****
, se há sua presença
Coverama, quando é bom The Baggios
Coelho, se posso Lobato
Lanterna, por Lua Cheia
Carro, onde roda bike
Digital, sem meus harmônicos
Punheta, se meu amor se molha por mim
É assim!
Um dos episódios mais importantes da história recente do País: Operação Satiagraha. Por quê?
Só mergulhando nos bastidores da operação – ou como diz Bob Fernandes, nos intestinos do Brasil – para se dar conta do inimaginável roteiro de filme gangster que vivemos e vivemos – passado e presente – onde pouca gente sai de mocinho na história.
Com vocês: Protógenes Queiroz (Paulo Lacerda, De Sanctis, De Grandis) X Gilmar Dantas (segundo Noblat) da Silva & Cia. - http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2998733-EI6578,00.html
LEITURA IMPERDÍVEL!
Henrique Teles 16 de Maio de 2009 às 12:11 am
em http://blog.mariascombona.com.br/2009/05/comentario-de-dudu-prudente-que-virou-post/
Dudu, há muita coerência no que você fala, mas sou meio desconfiado com a atuação ostensiva do estado na escolha de caminhos estéticos. O caminho armorial pode até ter sido uma tentativa de ditadura, mas nessa mesma época já havia gente conectada com o que se fazia pelo mundo. Já havia tropicália, bossa nova, jazz, jovem guarda, beatles, cinema americano e tudo mais. Já se fazia música brasileira com elementos pop/rock. Vide Gilberto Gil e outros – para reflexão, indico o disco Vivo de Alceu Valença (1976) – coisa que, a bem da verdade, nem de longe, é propriedade do movimento mangue.
Pernambuco, Bahia e outros estados são o que são pelo senso, a consciência de comunidade que eles tem. Eles se reconhecem assim, antes mesmo que os movimentos puristas ou intelectualóides puxem para si os louros da identidade.
Aracaju tem células de identidade de raiz, especialmente nos bairros mais antigos de periferia, como o Aribé, o Castelo Branco, a Caixa D’água, algumas áreas da Suissa, Santo Antônio, 18 do Forte, Medici e outros. Veja como há um reconhecimento bem mais claro de sergipanidade nessas pessoas. Veja logo pelo sotaque, que é onde você conhece a liga de identidade. Na fala, no vocabulário. Já viu aquelas “neguinha azeda” dançando e cantando nas quadrilhas? Ali é bonito demais. (Imagino que os bairros de classe média, sofreram muito com o auto-preconceito e as levas de forasteiros – no bom sentido – que vieram com as estatais e indústrias, perdendo um pouco a ligação com nossas raízes).
Enfim, acredito que se houver oportunidade de acesso a informação, busca de auto-conhecimento – senso comunitário – e exercício de elaboração, haverá uma explosão produtiva por todos os lados em Sergipe. Com a nossa cara, claro. ![]()