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Rian nos chamou, e quis saber do terceiro. Tá lá no Jornal O Dia e no blog do fidapé – Spleen e charutos. Falamos tanto, que tem horas que dá uma doidiça pra o cara anotar no caderninho.
- Não fumo essa bixiga. Digo logo. Odeio fumaça.
- Não incentivo ninguém a fumar. Aliás para o contrário pode contar comigo.
- Já temos muita droga na cabeça – e droga natural de verdade - só não sabemos usar direitinho
- Prefiro as endóginas, mas não sou idiota! Não liberar a maconha é burrice.
- Pergunto-me de vez em quando… e se um filho meu resolve fumar esse tal cigarro que passarinho não fuma? (filho é foda mesmo!) (pai também!) e todo mundo tem suas craterinhas afetivas….
- Ah… meu irmão, confesso: essa porra devia ser liberada mermo. Plantar no quintal de casa igual a erva cidreira.
- Industrializar não! pow! Aí eu discordo. A publicidade era capaz de me fazer um usuário em 2 tempos. Eles são convincentes e fazem tudo parecer tão bonitinhoooo…
- Vocês já viram algum maconheirozinho rico entrevistado em programa do tipo Bareta, sendo achincalhado e chamado de meliante? Claro que não. Maconheiro é só pobre e artista.
- Aliás sei que tem gente jurando aí que eu sou um tremendo cara-de-pau, que fuma e não assume… ![]()
- Sim, e a tal marcha?
- Eu quero que tenha. Eu vou. Vou porque apoio o movimento. E quero ver não só os que estão lá. Isso é até previsível.
- Bacana vai ser o susto ao perceber as ausências.
- Estou me oferecendo para ir representando os que tem medo de perder a moral em casa, perder o emprego, perder os amigos, perder dinheiro, PERDER VOTOS! Esses últimos são uns sofredores.
- Pois bem, meu caro leitor (não ouso falar no plural ainda… rsrs), apesar das brincadeiras é hora de ter atitude, dizer o que pensa, ouvir outras opiniões – inclusive aturar os preconceituosos e burros.
- Penso nos meus filhos e gostaria de um futuro mais consciente, com cartas na mesa e lidando abertamente com esse assunto.
- Prefiro sem maconha, mas prefiro dizer meu não olhando no olho.
- Educação, informação é tudo
- Discriminalização ainda que tardia!
Grandes shows: Uma relação construtiva proposta pelo Estado.
Por: Henrique Teles | 2 de maio de 2008Pode até parecer um título de tese de graduação, mas tenho pouco a dizer por hora sobre o assunto, deixando para desenvolver, se houver necessidade, adiante.
Falo da contratação de artistas de nome nacional para eventos pagos com o dinheiro público.
Acontece que, sem a atitude de estabelecer caminhos diferentes, permaneceremos no que já se faz a muito tempo por todos os lugares: o grande artista cumpre seu papel e nos brinda com um – quase sempre – grande show, cata seu – quase sempre – grande cachê e vai-se deixando-nos despencar no abismo técnico em que vivemos.
Sempre disse que Sergipe é uma ilha. A teia produtiva – como chamo – que se relaciona e dá suporte ao mercado da música em nosso estado ainda não amarrou os nós necessários para podermos dizer que produzimos tão bem quanto outros centros do país. Já existem inúmeros profissionais de boa qualidade e, principalmente, com grande interesse em crescer e ampliar o seu universo de informações e tecnologias para atuar na área. Cursos de graduação, cursos técnicos, workshops, pesquisas independentes, estão acontecendo por aí. E o Estado pode interferir positivamente nisto? Pode.
Quem paga aos músicos e técnicos dos grandes shows? O dinheiro é nosso, é dinheiro sergipano que está saindo, quando muita informação poderia estar ficando conosco – para valer mais ainda o dinheiro pago.
(Falei que não iria me alongar.)
Não vejo porquê para o Estado não incluir nos contratos fechados com os grandes artistas e bandas cláusulas contratuais que prevejam a realização de Palestras, mini-cursos, oficinas, mesas redondas, com artistas e técnicos, oferecendo a oportunidade da comunidade da música de sergipe troque informações e cresça profissionalmente no que faz.
Estou certo disto. É uma mudança que pede um pouco de ousadia, mas que os resultados são promissores.
Aí vem o Forró Caju, aí vem o Reveillon, Carnaval, Projeto Verão, aniversário da cidade e inúmeras datas e eventos com grandes shows. Quem sabe teremos a oportunidade de inscrições abertas para debates, palestras, workshops sobre instrumentos, composição, iluminação, sonorização, cenário, assessoria de imprensa, coreografia, enfim, uma enorme gama de profissões.
E outra – pra terminar: não pensem que bons profissionais estão em áreas restritas da música, não. O Forró elétrico, o axé e outras baboseiras musicais contam muitas vezes com excelentes músicos e técnicos que podem trazer boas informações. É bom separar bem as coisas.