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	<title>Maria Scombona &#187; karva</title>
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	<description>Mais de Um Nós</description>
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		<title>Ninguém consegue?!</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 13:02:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Teles</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Incrível! Ninguém consegue ser direto com o intangível I&#8217;M e dizer que os seus comentários são, em regra, in &#8211; não out &#8211; in felizes e in eficazes. Ou seja, debocham de maneira covarde e não ajudam a resolver os problemas que seus amontoados de prolixidade tentam apontar na produção fonográfica do estado.
Se por um lado uns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Incrível! Ninguém consegue ser direto com o intangível I&#8217;M e dizer que os seus comentários são, em regra, in &#8211; não out &#8211; in felizes e in eficazes. Ou seja, debocham de maneira covarde e não ajudam a resolver os problemas que seus amontoados de prolixidade tentam apontar na produção fonográfica do estado.</p>
<p>Se por um lado uns tentam descer o pau de qualquer jeito no lombo do rapaz, &#8220;dando discurso&#8221; aos mandantes e seus lambe-chãos, outros buscam ser comedidos e amorosos, tentando espetar a carapaça do rapaz com palito de dentes. Esperava da amiga Amorosa mais precisão e menos poesia na sua resposta. Ela não precisava se defender que não copia Elba, e sim perguntar se o &#8220;gato&#8221; conhece sua história.</p>
<p>Deixo aqui uma sugestão para I&#8217;M: pague uma dívida informativa para com os seus leitores. Informe-nos, além do ano da produção da bolacha, o orçamento, quem patrocinou, a gravadora, quem produziu, quem arranjou, e se possível alguns dados técnicos do equipamento utilizado. Entender a falta de recursos que muitos artistas enfrentaram, uma verdadeira saga cristiana, nesse deserto de referências que sempre foi nosso estado, seria mais interessante que reutilizar-se do açoite e da zombaria.</p>
<p>Sugiro procurar antecipadamente os artistas, cujos álbuns serão dissecados &#8211; como se faz em cadáveres - e obter informações básicas, nos fazendo entender melhor o porquê das críticas feitas. Assim, contextualizando sua fala, I&#8217;M, você realmente poderá se tornar um cidadão com grande contribuição ao amadurecimento da nossa produção fonográfica - reconheço seu talento.</p>
<p>Em tempo: é melhor procurar antes o artista e trocar uma idéia do que posar de papagaio de pirata para foto em coluna social, como fez sorrateiramente com Nanah, da Lapada, no Rock Sertão.</p>
<p>Olho de lince ou de abutre? Prefiro o primeiro, que procura coisas vivas. Venha pra o nosso lado. Estamos à disposição.</p>
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		<title>Procura-se um crítico musical</title>
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		<pubDate>Sun, 18 May 2008 06:46:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[ETC e tal...]]></category>
		<category><![CDATA[crítica musical]]></category>
		<category><![CDATA[igor]]></category>
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		<description><![CDATA[Nada disso que passou por sua cabeça agora, se você foi &#8211; ou teve um amigo artista &#8211; alvo de agressões gratuitas . Atente a tudo! Entenda a pressa do presente e a busca do tolo por um lugar ao sol pelo caminho mais curto. Para isso, ele é preciso e é preciso pisar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;"><span style="Times New Roman;">Nada disso que passou por sua cabeça agora, se você foi &#8211; ou teve um amigo artista &#8211; alvo de agressões gratuitas . Atente a tudo! Entenda a pressa do presente e a busca do tolo por um lugar ao sol pelo caminho mais curto. Para isso, ele é preciso e é preciso pisar em algumas cabeças.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;"><span style="Times New Roman;">Procura-se mesmo é por um crítico musical que visite a alma do artista para entender sua obra; saiba sua história, suas quinas e cabeçadas na vida; conheça suas esquinas, quadras, ruas, bairros, cidades; saiba ler a sua idade &#8211; musical; perceba suas dores, perfumes, odores; entenda o movimento da moda na roda do tempo e do espaço; um crítico que possa posar nu também; que dê-nos sua alma à leitura.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;"><span style="Times New Roman;">Procura-se um crítico de palavras agridoces, que use o ácido da sua saliva para descascar nossos escudos e melindres e desça não às chagas, mas às suas nascentes, porque perebas são só o que se vê, mas não só o que se sente. </span></span><span style="small;"><span style="Times New Roman;">Desconjunta-nos, crítico, sem receio e com a melhor das intenções. O artista é sensível o suficiente e necessário para ler o que queres de nós. Dá-nos a dor das suas impressões, mas também o bálsamo da sua esperança. Porque por onde esta não anda, tudo é cinza; e por onde pisa, faz-se côr sua pegada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;"><span style="Times New Roman;">Procura-se aflitamente um crítico musical, que nos sopre com o hálito da palavra, não com o bafo do berro e do escárnio &#8211; precisamos de novos ventos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="Times New Roman;">Para o nosso bem, precisamos da desconfortável presença de alguém que seja ao menos a pedra no caminho, que nos fará tropeçar e ir adiante, mas que queira nos ver de pé.</span></p>
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		<title>Carta ao Cinform sobre a forma pessoal de crítica ao trabalho de Nino Karva</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 15:55:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Teles</dc:creator>
				<category><![CDATA[ETC e tal...]]></category>
		<category><![CDATA[cinform]]></category>
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		<description><![CDATA[Carta do Leitor Cinform:
Entre os rios da injúria e do escárnio, que não sei por quais cargas d&#8217;águas resolveram transbordar justo no Caderno de Cultura do Cinform, ilhado por alguns instantes permaneceu o amigo Nino Karva. Não, não foi a sua obra fonográfica o alvo da enxurrada de desdizeres &#8211; respeitaria, se fosse! &#8211; foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carta do Leitor Cinform:<br />
Entre os rios da injúria e do escárnio, que não sei por quais cargas d&#8217;águas resolveram transbordar justo no Caderno de Cultura do Cinform, ilhado por alguns instantes permaneceu o amigo Nino Karva. Não, não foi a sua obra fonográfica o alvo da enxurrada de desdizeres &#8211; respeitaria, se fosse! &#8211; foi a pessoa de Nino.  Os rios subiram, mas a tempestade tinha mais trovão que água, felizmente. O artista tem ciência da sua história e bem sabe das esquinas por onde passou. E só ele sabe.<br />
Escrevo essa carta porque decerto me preocupa o embassamento que esses esporros acadêmico-juvenis de cunho pessoal podem trazer para a credibilidade de um jornal, que na área cultural tem um papel de grande ressonância e contribuição para a comunidade.<br />
O rapaz escreve bem &#8211; até funde a ferro e fogo mangaba com giló &#8211; mas ainda falta substância para chegar na boa alquimia. Não é assim na marra que se junta Chiclete com Banana. Observe Jackson do Pandeiro e Almira Castilho.<br />
A cultura de polemizar, para alguns, nem que seja no vazio, vale pelo ibope. Mas o que mede mesmo o ibope?<br />
Não obstante o anacronismo de se avaliar com nota uma obra artística, Igor teve a triste idéia de escolher um disco &#8211; ou terá sido o artista? &#8211; lançado a vários anos. Certamente o moleque ainda era menino àquela época, nos induzindo a desconfiar de uma certa falta de noção a respeito do contexto da produção fonográfica no estado quando da gravação do referido álbum e nos dias atuais. É bom que se diga que existem discos mais recentes à disposição.<br />
Acho que vale as perguntas: a gente precisa disso? Precisamos fazer dessa forma? Em que isso contribui para produzimos melhor?<br />
Como parceiro do Cinform em vários projetos, tenho certeza que aquele espaço de meia-página pode fazer muito mais; pode ter muito mais significado para nossa cultura que a injúria e o escárnio contidos na crítica de Igor.<br />
Não estou, entretanto, pedindo a cabeça do rapaz. Espero em breve &#8211; quiçá &#8211; uma fundamentada e contributiva crítica aos álbuns da Maria Scombona. Ainda que na crítica haja crítica.<br />
&#8220;Talvez por ignorância ou maldade das pior&#8221; ele não tenha se saído tão bem nessa.</p>
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